domingo, 19 de julho de 2009

F.U.B.A.R



É, pra começar resolvi escolher um sistema meio obscuro, mas terrivelmente divertido. F.U.B.A.R (fucked up beyond all repair) é uma adaptação de Segunda Guerra Mundial para D20, usando alguns elementos clássicos do sistema com adição de regras mais atualizadas sobre armas de fogo e níveis de vitalidade.
Não sei se é porque eu sou um aficcionado por WWII ou se é porque esses sistemas "one-shot" ou "fast-food" têm essa característica, mas rende uma tarde de zoeiras sem complicações com fichas e mecânicas. Os jogadores não precisam elaborar prelúdios complexos. Eles estão na guerra, oras! Pegue seu rifle e marche, soldado! Talvez uma campanha demorada desse sistema perca um pouco de sua espontaneidade, mas as sessões "one-shot" que eu joguei foram ótimas.
O sistema ainda usa as classes, com bônus de ataque, feats, habilidades de classe, perícias, pontos de habilidade e classes de armadura (essa aumenta também conforme o personagem ganha níveis de classe). As classes disponíveis são Soldado (o bom e velho bucha), Oficial (o chefinho), o Médico (não preciso dizer muito) e o Engenheiro (sabotador, "oreia seca", ladino). As classes de prestígio compreendem desde o Comando (o boina verde, nosso querido Rambo) até o Atirador de Elite (headshot!).
Uma diferença marcante do F.U.B.A.R. para o D&D, por exemplo, é o uso do sistema de pontos de vitalidade e pontos de ferimento. Os pontos de vitalidade são os pontos de vida mesmo, mas estão ligados à fadiga do combatente ao se esquivar dos ataques, pular no chão, e tudo mais. Ataques normais pegam nesse ponto de vitalidade. Quando esses pontos acabam ou quando o milica toma um acerto crítico, o dano da arma vai nos pontos de ferimento (é onde a coisa pega). Os pontos de ferimento têm um valor igual ao da constituição do personagem e quando o cidadão perde todos ele está sangrando e morrendo. Isso deixa o negócio extremamente mortal! Um cara com constituição 16 tomando um crítico de rifle com 3d8, já era!


Como não estou jogando F.U.B.A.R. por agora, postarei também o que teve nas nossas sessões passadas.
Lá estávamos, Stalingrado, a Mãe Rússia tomada pelo eixo. Tínhamos que impedir um carregamento nazista que chegaria na ponte daqui dois dias. Eu era o oficial, Renato um soldado wanna-be sniper e o Raulin um soldado wanna-be Rambo. Eu controlava o resto do batalhão nos combates também, contando com um médico, dois engenheiros e mais 4 soldados.
Andando em uma rua em ruínas, ouvimos barulho dos Panzers! Raulin corre para o segundo andar de um prédio destruído, eu e o batalhão nos escondemos nos destroços na rua e Renato pula em um campo baldio atrás de algum entulho. E logo começa a troca de tiros!
Na primeira ação, Raulin pisa em uma mina terrestre e tem que ficar o resto do combate com o pé em cima! Renato dá algum dano em soldados esparsos e meus pracinhas fazem o que podem. Um engenheiro já toma um tiro do tanque e cai no chão sangrando. O médico vai dar uma de herói para curar o cidadão e toma um crítico de rifle. Nosso único médico cai na primeira rodada com um único belo tiro! O combate foi enrolando, alguns caindo de cá e de lá e um soldado do meu lado que não ouvia ordens se punha na frente do tanque com uma rocket launcher dizendo "Cães nazistas! Eu terei minha vingança!". Esse soldado deve ter tomado no máximo 2 tiros depois de umas 5 rodadas na frente dos caras e ainda ficou de pé no fim. Resumindo, um monte de casualidades, combate tático pra lá e pra cá = Diversão! Essa parece ser a premissa do sistema, jogar um Commandos ou Company of Heroes versão de mesa. Só sei que é divertidíssimo e merece uma olhada para quem curte Segunda Guerra, mãe Rússia, Normandia, cães nazistas, blitzkrieg e tudo mais =)

3 comentários:

  1. Não entendo bem desse sistema, mas apenas uma curiosidade:

    comandos é um especialista em infiltração em território inimigo.

    boina verde é um guerreiro de selva, que foi criado nos EUA para a guerra do vietnã (por isso Rambo é um boina verde).

    mas no fim o Rambo, pelo que se ve nos filmes, é muito mais um comandos do que um boina verde.

    legal o blog

    abraços

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  2. @100nick

    Não sabia dessa, valeu pela explicação!
    Mas a classe de prestígio parece misturar os dois conceitos, deixando o cara survival machão com um lado mais furtivo, mas nada como a classe de prestígio Espião, por exemplo.

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  3. mas commando não é aquele filme do swarzza?

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