domingo, 26 de julho de 2009

"Eu uso minha rajada óptica no Robô Gigante do governo"



O título desse post faz uma referência clara a um clássico de super heróis que todo mundo conhece e gosta (se você não gosta de X-men, DC, Marvel ou suas derivadas, não leia mais nada deste blog). Mas até então, o blog não era sobre RPG? Bem, todos sabem que RPG de super-heróis não é uma novidade. O GURPS Supers do Steve Jackson já cobria essa vaga muito bem anos atrás. Pelo que andei lendo por aí, existia um DC Heroes e um Marvel RPG também. Não tive contato com estes últimos, mas imagino que sejam bons, já que são bem específicos para a proposta.

Mas, ao menos o GURPS, tinha alguns problemas para a criação do seu personagem. O número muito grande de poderes diferentes dificultava a simulação dos poderes de alguns heróis com habilidades mais diferenciadas (com o Lanterna Verde e as enormes variações que pode fazer com seu anel). Em contrapartida, um "Super Homem-like" era invencível a qualquer coisa.

Recentemente, a Green Ronin Lança o livro da segunda edição de Mutantes & Malfeitores (Mutants & Masterminds no original), um sistema bem inusitado. Pra começar que usa o sistema de compra de pontos, como GURPS, mas é D20! O D20 está mais relacionado com o uso do famigerado dado para os testes, os atributos, perícias, feats e testes de resistência. O ataque, dano, e o mais importante, a Resistência (Toughness) que entra no lugar dos pontos de vida são completamente alterados, diminuindo a eficácia dos combos de powergamers com carência afetiva e deixando o combate super divertido e prático (havendo a possibilidade de o personagem ser jogado longe depois de levar um malho descomunal). Há muitas outras mudanças em relação aos outros sistemas D20, mas essas são as principais.

Os poderes são bem abertos quanto à customização dos mesmos, deixando as diferenças entre os personagens muito mais pelo flavour escolhido pelo jogador. Não tem como não ler os poderes sem se lembrar de seus heróis favoritos. Outro ponto forte do livro é o capítulo de ambientações, que dá muitas idéias sobre as Eras dos quadrinhos, sobre o nível de violência, sobre o nível de maniqueísmo, sobre o realismo, sobre as origens dos poderes, etc. Também não tem como não lembrar dos seus heróis quando se lê os exemplos de personagens de cada ambientação.

Em mesa, o sistema se mostrou bem prático, divertido e bem flexível também. Acho que a criação de personagens foi um tanto demorada, mas creio que isso se deve à não-familiaridade com o sistema. Sistemas de compras de pontos começam meio truncados na criação, mas logo pega-se o jeito.

Posso dizer que esse sistema é a melhor coisa já lançada num sistema D20 (talvez até melhor que o Star Wars Saga também, mas essa discussão fica pra depois), super aberto a qualquer coisa que você possa imaginar, sendo possível até utilizá-lo em ambientações mais realistas, limitando certos poderes. Virou o meu xodó, e custou 40 reais (com frete incluso, pelo que eu me lembre) na Moonshadows. A versão traduzida da Jambô infelizmente é em preto e branco, mas o livro vale pelo conteúdo.

Esse eu aprovo! =D

domingo, 19 de julho de 2009

F.U.B.A.R



É, pra começar resolvi escolher um sistema meio obscuro, mas terrivelmente divertido. F.U.B.A.R (fucked up beyond all repair) é uma adaptação de Segunda Guerra Mundial para D20, usando alguns elementos clássicos do sistema com adição de regras mais atualizadas sobre armas de fogo e níveis de vitalidade.
Não sei se é porque eu sou um aficcionado por WWII ou se é porque esses sistemas "one-shot" ou "fast-food" têm essa característica, mas rende uma tarde de zoeiras sem complicações com fichas e mecânicas. Os jogadores não precisam elaborar prelúdios complexos. Eles estão na guerra, oras! Pegue seu rifle e marche, soldado! Talvez uma campanha demorada desse sistema perca um pouco de sua espontaneidade, mas as sessões "one-shot" que eu joguei foram ótimas.
O sistema ainda usa as classes, com bônus de ataque, feats, habilidades de classe, perícias, pontos de habilidade e classes de armadura (essa aumenta também conforme o personagem ganha níveis de classe). As classes disponíveis são Soldado (o bom e velho bucha), Oficial (o chefinho), o Médico (não preciso dizer muito) e o Engenheiro (sabotador, "oreia seca", ladino). As classes de prestígio compreendem desde o Comando (o boina verde, nosso querido Rambo) até o Atirador de Elite (headshot!).
Uma diferença marcante do F.U.B.A.R. para o D&D, por exemplo, é o uso do sistema de pontos de vitalidade e pontos de ferimento. Os pontos de vitalidade são os pontos de vida mesmo, mas estão ligados à fadiga do combatente ao se esquivar dos ataques, pular no chão, e tudo mais. Ataques normais pegam nesse ponto de vitalidade. Quando esses pontos acabam ou quando o milica toma um acerto crítico, o dano da arma vai nos pontos de ferimento (é onde a coisa pega). Os pontos de ferimento têm um valor igual ao da constituição do personagem e quando o cidadão perde todos ele está sangrando e morrendo. Isso deixa o negócio extremamente mortal! Um cara com constituição 16 tomando um crítico de rifle com 3d8, já era!


Como não estou jogando F.U.B.A.R. por agora, postarei também o que teve nas nossas sessões passadas.
Lá estávamos, Stalingrado, a Mãe Rússia tomada pelo eixo. Tínhamos que impedir um carregamento nazista que chegaria na ponte daqui dois dias. Eu era o oficial, Renato um soldado wanna-be sniper e o Raulin um soldado wanna-be Rambo. Eu controlava o resto do batalhão nos combates também, contando com um médico, dois engenheiros e mais 4 soldados.
Andando em uma rua em ruínas, ouvimos barulho dos Panzers! Raulin corre para o segundo andar de um prédio destruído, eu e o batalhão nos escondemos nos destroços na rua e Renato pula em um campo baldio atrás de algum entulho. E logo começa a troca de tiros!
Na primeira ação, Raulin pisa em uma mina terrestre e tem que ficar o resto do combate com o pé em cima! Renato dá algum dano em soldados esparsos e meus pracinhas fazem o que podem. Um engenheiro já toma um tiro do tanque e cai no chão sangrando. O médico vai dar uma de herói para curar o cidadão e toma um crítico de rifle. Nosso único médico cai na primeira rodada com um único belo tiro! O combate foi enrolando, alguns caindo de cá e de lá e um soldado do meu lado que não ouvia ordens se punha na frente do tanque com uma rocket launcher dizendo "Cães nazistas! Eu terei minha vingança!". Esse soldado deve ter tomado no máximo 2 tiros depois de umas 5 rodadas na frente dos caras e ainda ficou de pé no fim. Resumindo, um monte de casualidades, combate tático pra lá e pra cá = Diversão! Essa parece ser a premissa do sistema, jogar um Commandos ou Company of Heroes versão de mesa. Só sei que é divertidíssimo e merece uma olhada para quem curte Segunda Guerra, mãe Rússia, Normandia, cães nazistas, blitzkrieg e tudo mais =)

sábado, 18 de julho de 2009

"Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante...."


Senhoras e senhores! Cá estou eu criando um blog. Taí um negócio que achei que não fosse fazer. Mas, já que to aqui, com umas idéias e caraminholas na cabeça, formulei o pensamento: "farei um blog!"

Como não sou nenhuma menina de 12 anos, não vou falar sobre as coisas que fiz na escola hoje. Como não sou emo, não colocarei poemas sem inspiração por aqui também. Como só sou um escritor bom o suficiente para escrever dissertações científicas, não pretendo me passar por Machado de Assis por aqui também não. Como não sou religioso, nada de transcrições de textos sagrados. Como não sou otaku, nada de uploads de animes.

Toda essa amálgama de coisas que eu não sou acaba limitando um pouco os meus assuntos. Sobre o que devo falar no meu blog? Nerdices? Há milhares de sites com essa proposta, muito mais competentes que eu. Filmes? Há milhares de sites com essa proposta, muito mais competentes que eu [2]. Biologia? Não sei se seria lá muito divertido ficar passando aqui artigos de ecologia de comunidades bentônicas, filogenia de Trichoptera, teorias biogeográficas e projetos de conservação. Talvez eu até venha a fazer isso futuramente... é.. eu realmente não havia pensado nisso... boa idéia...

Mas tudo bem, acabou que resolvi criar um blog sobre RPGs. Sim, há milhares de sites com essa proposta por aí, mas nada que se destaque. Não que eu acredite que este aqui vai se destacar "pacacete", mas ao menos conhecimento de causa eu tenho de sobra. A idéia é comentar sobre os sistemas, ambientações, cenários e tudo que eu conheço/conheci nas mesas ou no computador. Deixar clara a mecânica do jogo, o meu gosto pessoal por tramas elaboradas e como as sessões se desenvolveram. Veremos no que vai dar essa belezinha. Quanto ao nome, bem, mistura de Lucas.. digo... Luke Skywalker com Hobbits, acho que ficou bacana. Pensei em botar Toca do Ewok, mas aí o negócio não seria levado muito a sério.

Boa noite e espero que gostem!